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Palmitos em 20 anos...

Entendendo o papel social que um veículo de comunicação possui para com o desenvolvimento dos municípios e comunidades onde estão inseridos, essa reportagem foi elaborada no intuito, de abordar como estará Palmitos e sua população, numa projeção de 20 anos

ESPECIAL - 14/12/2018 14:04 (atualizado em 14/12/2018 14:10)
Foto: Jornal Expresso d'Oeste
Diante da globalização e evolução tecnológica, muito se evoluiu para traçar metas e planejamentos que permitem pessoas, empresas e órgãos públicos, projetarem-se futuramente, embasados no passado e na atual conjuntura que os norteiam. E você, alguma vez já parou para pensar, como estará daqui 10, 20, 30 anos? E como o seu município se projetará para recebê-lo (a)?
Analisando essa filosofia e reflexões, e entendendo o papel social que um veículo de comunicação possui para com o desenvolvimento dos municípios e comunidades onde estão inseridos, que essa reportagem foi elaborada. No intuito, de abordar como estará Palmitos e sua população, numa projeção de 20 anos.
  No filme ‘Alice no País das Maravilhas’ o gato recita a frase: ‘Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve’, a menina Alice, ou seja, sem planejamento definido, se caminha sem rumo. Mas, para entender de futuro, foi preciso, compreender também, como se chegou até aqui, como é o presente e com base nisso, compreender para onde se quer chegar. Por isso, essa reportagem foi embasada no cruzamento de dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre os hábitos, estrutura e número de pessoas residentes em Palmitos no decorrer dos últimos 20 anos. 
PALMITOS HOJE
O município é localizado à margem da SC 283, na microrregião de Chapecó e na mesorregião do Oeste Catarinense, distancia-se 60 quilômetros de Chapecó e 634 quilômetros de Florianópolis, sendo um dos pioneiros da região Oeste do estado, é conhecido pela tradição de seu povo, pelas fontes de águas termais, cachoeiras, trilhas ecológicas, vistas panorâmicas do rio Uruguai,  gastronomia e vinhos coloniais.
Conforme o Censo 2018, realizado pelo IBGE, Palmitos conta com uma população de 16.182, número esse, que se comparado com a estimativa de 1998 - população de 17.123 – diminuiu. 
A chefe da agência do IBGE de Palmitos, Adriana Bandeira Seibert, explica que esse registro se dá, em virtude que, ao longo dos últimos 20 anos as famílias estão diminuindo a quantidade de integrantes, porém, em contrapartida, tem aumentado o número de domicílios. “Analisando os dados, percebemos que a população de Palmitos não teve grandes oscilações, já que não é um polo industrial, e, sim atividade tipicamente familiar, voltada para a agricultura familiar, ou seja, cultivo de grãos, criação de gado de corte e leiteiro, avicultura e suinocultura”, avalia.

Número de domicílios aumentaram no decorrer dos anos 
Chefe da agência do IBGE de Palmitos Adriana Bandeira Seibert (Foto: Jornal Expresso d’Oeste)
Segundo o Censo, em 1996 o município apresentava 4.611 domicílios, já o Censo de 2010 apresentou 4.978, um aumento, que segundo Adriana, se dá em decorrência dos programas habitacionais que o governo federal tem proporcionado. “Com relação ao número de domicílios, teve um aumento em relação a população, pois o programa do governo, proporcionou as famílias aquisição/construção da própria casa, que acabaram adquirindo sua independência ou fugindo do aluguel”, declara.
Adriana também explica que a estrutura familiar mudou, ocasionando oscilação no número da população e dos domicílios. “Há algum tempo, as famílias tinham uma estrutura maior, com mais filhos. Os pais se prepararam para manter os filhos em casa até perto dos 30 anos, quando constituíam suas famílias. Os filhos, normalmente construíam suas residências próximas ao de seus pais, ou quando, não compartilhavam da mesma moradia, tendo, duas famílias na mesma casa. O que interfere no número de domicílios registrado pelo IBGE”, exemplifica.
Sobre o número de domicílios, a chefe da agência do IBGE de Palmitos explica que perante o instituto, são contabilizados por chefes de famílias. “O levantamento é contabilizado pelo chefe da família, mas em algumas casas vivem duas famílias, ou seja, o patriarca assume como chefe da família, contabilizando um domicílio, mas nesta residência vive, o pai, a mãe, o filho, a nora, e os netos, totalizando duas famílias”, explica.
Ainda, os Censos de 2000 e 2010, exibem dados sobre a estrutura familiar do município. No ano 2000 Palmitos apresentavam 4.975 domicílios e em 2010 registrou 4.978. Em 2000, dados apontam que 1.314 famílias eram constituídas por duas pessoas e 21 famílias por oito pessoas. Já em 2010, o número de famílias com dois integrantes passou para 1.828 e cinco famílias foram registradas com oito integrantes. “A conjuntura da família está diferente, reduziu o número de integrantes. E embora seja possível mensurar o passado, fica difícil para daqui 20 anos, termos cálculos de projeções de como estarão os registros”, declara. 

 Gestores públicos apostam em planejamento ordenado para o desenvolvimento de Palmitos
Poderes legislativo e executivo do município, entendem a necessidade do planejamento para o crescimento organizado e ordenado de Palmitos para as próximas décadas. Mas, destacam a participação da sociedade nessas decisões, como elementos importantes para elaborar planos que perpassam gestões de governos apartidários
Prefeito de Palmitos Dair Jocely Enge (Foto: Jornal Expresso d’Oeste)
O desenvolvimento de um município, bem como a qualidade de vida das pessoas que nele vivem, perpassa principalmente, pelas ações e planejamento de seus gestores, tanto na esfera executiva, quanto legislativa, em nível municipal, estadual e federal. Para entender como o atual governo municipal projeta o futuro do município, a reportagem entrevistou o prefeito de Palmitos Dair Jocely Enge. Para ele, planejar o futuro é acompanhar os avanços da tecnologia, não esquecendo dos setores que precisam de soluções imediatas.
Enge acredita que o planejamento é fundamental para alcançar objetivos mais concretos. “Sabemos que a cada momento existe um avanço na tecnologia, e precisamos nos preparar para o futuro e para a tecnologia que está vindo.  Um exemplo que eu posso citar é na questão do leite, alguns anos atrás não existiam ordenhadeiras e graças à tecnologia as coisas melhoraram e avançaram, gerando mais produção e consequentemente mais renda ao produtor, o que gera mais desenvolvimento econômico para o município”, exemplifica.
Ele cita que, para se pensar a longo prazo, em termos de administração e município, é necessário ter projeto, mas primeiramente apresentar porque ele é viável para o desenvolvimento sustentável do município. “Infelizmente na vida pública é assim: um projeto implantado hoje pode ser vetado no próximo mandato. Porém, é o momento de se pensar para daqui 20 anos, mas também a curto prazo, pois existem setores que você precisa de uma solução imediata, mas que também perpassam os quatro anos de governo”, reconhece. 
Ele acredita também, que embora o poder público tenha papel fundamental em âmbito coletivo, o cidadão também precisa estar à frente de seu tempo para planejar seu futuro. “Acredito que planejar o município para daqui 20 anos é acompanhar os avanços da tecnologia. Sabemos que hoje muitos jovens estão saindo do município em busca de condições melhores, mas o jovem que assume a propriedade, por exemplo, está tomando conta por meio da tecnologia” aponta.
PLANEJAR PARA ACOMPANHAR A EVOLUÇÃO  
Diante da nova estruturação das famílias, mudam-se os hábitos e padrões de vida, que tem refletido nas estruturas físicas do município. Neste sentido o prefeito destaca a necessidade de elaborar um planejamento a curto prazo e a longo prazo. “Não sei dizer se temos condições para daqui 20 anos, se não é muito tempo, mas você precisa ter um objetivo e se questionar, como vou estar daqui 20 anos? O que eu devo prever para daqui 20 anos?  Neste quesito posso citar o exemplo da infraestrutura. Há alguns anos o desenvolvimento imobiliário era horizontal, ou seja, terrenos grandes. Se analisar o município de Palmitos os terrenos antigos são grandes, porém, hoje mudou para a verticalização”, frisa 
Outro exemplo citado pelo prefeito, e que envolve planejamento a longo prazo, é com relação as estradas do município, que já sofre ações, projetando a eficácia para longo prazo. “Tem situações que temos que resolver a curto prazo, mas outras temos que pensar a longo prazo. Um exemplo são as estradas do município, há alguns anos não existiam cascalhamento com rolo, houve uma evolução, hoje já se pensa em calçamentos e para daqui 20 anos temos que planejar o asfalto”, declara o prefeito, citando que países desenvolvidos como a Europa já possuem as estradas asfaltadas.
Projeto do legislativo prevê Palmitos para os próximos 35 anos
Presidente da Câmara de Vereadores de Palmitos, Cristiano André Hoppe (Foto: Jornal Expresso d’Oeste)
Pensar em futuro, também perpassa pela legislação que estará amparando a execução de obras e ações. E visando justamente fomentar um desenvolvimento organizado e para longo prazo, que a Câmara Municipal de Vereadores de Palmitos, trabalha atualmente em um projeto que prevê o futuro do município para 35 anos. O projeto já foi aprovado pela maioria dos vereadores, e segundo o presidente da Casa de Leis, Cristiano André Hoppe, é o momento de pensar para frente. “Eu tenho dois filhos e a gente não sabe o que vai acontecer daqui para frente, precisamos nos planejar. Não podemos pensar somente no momento.  Hoje o município de Palmitos possui mais idosos do que jovens. E os que tem estão indo embora, por não terem uma perspectiva de crescimento”, reconhece. 
O presidente enfatiza que esse projeto será discutido com todas as entidades do município, com o objetivo de ter continuidade quando houver troca de governo. “Acredito que esse será o caminho, por isso o projeto para 35 anos do município de Palmitos será discutido com a sociedade, em audiências públicas nas comunidades do interior, com entidades como a Câmara Dirigentes Lojistas (CDL), igrejas, e demais órgãos sem vínculos partidários”, enfatiza.
Hoppe reconhece a necessidade de elaborar um projeto para 20 anos, em todos os setores como: educação, saúde, saneamento básico, infraestrutura e atendimento aos idosos. Porém, também concorda que para isso, é necessário acompanhar o avanço da tecnologia. “Planejar um município para daqui 20 anos é preciso estar aliado aos avanços e evolução da tecnologia. Precisamos nos adaptar sempre”, acredita.
ESTADO TAMBÉM PROJETA AÇÕES A LONGO PRAZO
Secretário Executivo de Desenvolvimento Regional de Maravilha Jonas Dall'Agnol (Foto: ADR Maravilha)
Em âmbito estadual, o planejamento também faz parte das ações de governo. Conforme  o secretário Executivo de Desenvolvimento Regional (ADR) de Maravilha Jonas Dall'Agnol, atualmente já existe o projeto ‘Santa Catarina até 2030’ que está sendo discutido por meio da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS) e várias instituições da região como: universidades, CDLs, associações empresariais, pessoas ligadas ao agronegócio, membros da sociedade civil organizada, prefeitos e vereadores.
Dall'Agnol menciona que é um projeto que está pensando em Santa Catarina até 2030 pautando todas as áreas importantes como educação, saúde, assistência social, desenvolvimento econômico. “Esse estudo já está bastante avançado, já aconteceram vários fóruns de discussões em todo o Estado de Santa Catarina. Esses estudos estão sendo compilados, mas sim, o Estado de Santa Catarina está fazendo um planejamento pensado a médio prazo também”, declara.
Adolescente de 13 anos já planeja sua vida depois dos 30
O jovem palmitense, de apenas 13 anos, João Gabriel Pereira, já tem sua vida planejada para o longo dos anos. Quer ir em busca de seu sonho, que é a formação em engenharia mecânica, mas para isso, reconhece que precisa se preparar desde a adolescência 
João Gabriel Pereira pretende estudar engenharia mecânica (Foto: Jornal Expresso d’Oeste)
Planejar, projetar, desenhar. São apenas três verbos utilizados para executar um projeto ou até mesmo organizar uma vida. E você tem planejado sua vida para o longo dos anos? Ou tem seguido a música do cantor Zeca Pagodinho: ‘Deixa a vida me levar’? Foi na busca dessas respostas, que a reportagem conversou com João Gabriel Pereira, que planeja sua vida com cautela e sabe muito bem onde quer chegar e como pretende estar daqui 20 anos.
Embora tenha ainda 13 anos, o adolescente já projeta o seu futuro. Com estabilidade financeira, estrutura familiar formada, formação profissional e sucesso na vida. Questionado sobre como planeja o seu futuro, João acredita que a educação e o estudo são a base de tudo. “Daqui 20 anos, pretendo estar formado em engenharia mecânica, mas sei que para conquistar o meu diploma terei que sair de Palmitos, estudar em Chapecó, Florianópolis, em algum centro maior que oferta esse curso. Além disso, planejo estar trabalhando em minha área de formação”, projeta. 
Para que esse sonho ou projeto se torne realidade, João se prepara desde agora. A busca pelo conhecimento, aprofundamento em algumas matérias específicas, leituras, contemplam a rotina do garoto. “Já estou me preparando para que isso seja realidade. Além de estudar na escola, leio muito em casa, estou me aprofundando em matemática que é a principal disciplina de engenharia mecânica, busco muito por coisas novas. Acredito que isso seja essencial para que tudo o que planejo, aconteça”, revela. 
Sobre sua formação, a adolescente evidência que o município não oferece muito suporte para quem quer estudar. “Quando o jovem resolve fazer uma graduação, infelizmente ele tem que sair do município ir para outro lugar. Palmitos é defasado quando o assunto é formação em nível superior”, reconhece. 
Porém, o jovem alega que no quesito de ensino fundamental já recebeu vários incentivos por parte dos professores. João cursa o oitavo ano do ensino fundamental, na Escola de Educação Básica Felisberto de Carvalho, e revela que alguns professores já estão explicando sobre o futuro acadêmico, provas do Enem e vestibular. “Já recebi e recebo vários incentivos por meio da escola a sempre buscar mais, os professores são bons, são atenciosos e alguns já estão passando uma base do que pode cair no Enem e vestibular. Por mais que estamos no oitavo ano, os professores já estão pensando para a frente. Além disso, nos alertam sobre planejar o futuro e nossa profissão”, declara.
Com apenas 13 anos, o adolescente já projeta o seu futuro (Foto: Jornal Expresso d’Oeste)
Pensando em duas décadas, o jovem planeja já estar atuando na área, no município de Palmitos, o qual reside atualmente. “Para atuar na minha área, daqui 20 anos, acredito que não estarei mais em Palmitos, estarei em outro lugar.  Aqui não tem oportunidade de emprego para a minha área, mas pretendo voltar para Palmitos quando eu estiver aposentado, pois Palmitos é um lugar muito bom de se viver”, planeja.
Na visão do jovem, para que o município se torne referência, daqui 20 anos é preciso inovar, oportunizar para que novas empresas se instalam no município, garantindo assim, a permanência dos jovens com novos mercados de trabalho. “Para que Palmitos seja referência, daqui 20 anos, precisa inovar, oportunizar a vinda de novas empresas se instalam no município, que automaticamente ficaria mais pujante, ofertando empregos e mantendo os jovens aqui. Mas, se eu tiver somente a opção de ficar em Palmitos eu tentaria abrir meu próprio negócio”, revela ele, acrescentando que já tem um ‘plano b’ para o seu futuro.
Além de estabilidade financeira e profissional, João projeta sua vida familiar: que deve ser constituída com três ou quatro integrantes – ele, esposa, um ou dois filhos. “Com 32 anos projeto ter minha família constituída, mas vivendo a realidade de hoje, e o que prevejo para os longos dos anos, não devo criar meus filhos em Palmitos, pretendo estar em algum centro onde haja um ensino superior”, conta.
Porém, embora pense em sair de Palmitos para estudar, o adolescente revela que pretende retornar para o município algum dia. Segundo ele, Palmitos é um bom lugar para viver, pois oferece uma boa qualidade de vida as famílias que nele residem. “Palmitos é bom de morar, não tem tanta violência e problemas sociais. Eu gosto do município, hoje um dos únicos problemas que vejo é a falta de emprego e de avanço em nível superior”, finaliza.
Educação: a porta de entrada para o futuro 
Quando se trata de investimentos para o futuro, torna-se intrínseco a discussão sobre a educação e como ela tem preparado os futuros cidadãos. A reportagem conversou com a secretária de Educação, Cultura e Esporte de Palmitos, Maria Lourdes Nicolau Oetreich, para discutir sobre os avanços da educação nos próximos 20 anos
Secretária de Educação, Cultura e Esporte de Palmitos, Maria Lourdes Nicolau Oetreich (Foto: Divulgação)
Não há como discutir futuro, sem evidenciar os avanços e investimentos em educação. Afinal, é por ela que a formação crítica e cidadã do ser humano perpassam. E são esses futuros cidadãos que tomarão as rédeas do município em duas décadas. A reportagem conversou com a secretária de Educação, Cultura e Esporte de Palmitos, Maria Lourdes Nicolau Oetreich, para discutir sobre os avanços da educação nos próximos 20 anos.
Maria evidencia que a educação está passando por mudanças significativas rapidamente. Que envolvem mudanças tecnológicas e de hábitos e estilo de vida, novos propósitos na educação e outros pilares que norteiam a sociedade. “Um exemplo desse avanço é sobre as aulas de informáticas. Há alguns anos, as escolas tinham salas de informáticas, com professores especializados, hoje tem um computador em cada sala de aula para os próprios alunos pesquisarem. Mudou, teve um avanço. E como será daqui 20 anos? É difícil de imaginar, mas a realidade está por vir”, declara.
Por sua vez, ela destaca que os educadores hoje se questionam sobre a educação do futuro. Afinal, os alunos estão aprendendo hoje o que será a base de seu amanhã, não só a nível profissional como também pessoal. Segundo a secretária, as escolas têm uma matriz curricular nacional, mas o município complementa com outras disciplinas. “Precisamos que os nossos alunos estejam preparados para o amanhã. E para desenvolver o lado lúdico das crianças, em Palmitos foi implantado, neste ano, o programa de contação de histórias, do pré-escolar ao 5º ano, motivando e incentivando o hábito da leitura, que é importantíssima para desenvolver o senso crítico dos alunos”, declara. 
Além de programas diferenciados que tem o objetivo de criar novos hábitos, a secretária destaca a implantação de aulas de inglês desde o pré-escolar, e aulas de inglês e espanhol a partir do primeiro ano. “Nossas crianças precisam dominar outras línguas, pois hoje com os meios de comunicação e as novas tecnologias, não existem fronteiras. Precisamos prepará-las para o futuro, precisamos incentivar para que elas planejam o que anseiam e iniciem desde agora a busca pelos seus sonhos. Os avanços são muito rápidos”, enfatiza. 
Reforça ainda que as crianças e jovens palmitenses também tem desenvolvido habilidades na área cultural, como teatro, música, danças e esportes, objetivando formar o caráter de cada um, ensinando-os a ganhar e a perder e enfrentar os desafios. “Em nossas escolas é trabalhado com nossos alunos os hinos e o amor à pátria, as famílias e o respeito aos professores e colegas. Mas tudo isso só acontece se a família trabalha também, os valores em casa. Juntos, família e escola, que façam a mesma fala, do respeito, valores e do fazer o certo”, aponta.
Pensando em longo prazo, Maria evidencia que a educação tem metas a cumprir em âmbito nacional e hoje o Ministério da Educação (MEC) acompanha todos os municípios para que desenvolvam estas metas que são de curto e longo prazo, e que são desde um ano a 20 anos.  
O QUE EU QUERO PARA PALMITOS?
E para saber se a população está se preparando para o futuro, a equipe do Jornal Expresso d’Oeste foi as ruas conversar e perguntou: “O que você almeja para o município daqui 20 anos?”. Confira os resultados:
Guilherme Gonzatti, 22 anos - empresário
“Sempre queremos o melhor para o lugar onde a gente vive. Que o município cresça e fique bem estruturado para que possamos viver melhor. Daqui 20 anos, não se sabe o que vai proceder nesse meio tempo, mas a gente espera que acabem esses problemas de saúde e infraestrutura, principalmente problemas de rodovias, estradas ruins. O que quero são condições melhores para viver em Palmitos. Não que esteja tudo ruim, mas queremos sempre o melhor em todos os setores”
- Guilherme Gonzatti, 22 anos - empresário



Neli Dondoni, 52 anos – servidora pública


“Eu gostaria que as coisas já estivessem acontecendo, antes de chegar 20 anos. Que viesse uma universidade e permanecesse no município para que os nossos jovens possam estudar e não precisar se deslocar para fora. Acredito que se tivesse mais indústrias para a geração de emprego para essa juventude, o município estaria ainda melhor, hoje tem pouca oportunidade para que a juventude fique no município. Isso seria algo para logo que a longo prazo é só manter”
- Neli Dondoni, 52 anos – servidora pública








Diego Noetzold, 29 anos – empresário
“Quero que as pessoas mudem um pouco a mentalidade e deixem de lado o partido político, para pensar em algo que atenda os anseios de toda nossa comunidade, não apenas de ‘fulano ou beltrano’. Quando nossa gente pegar junto com um só objetivo, vamos conseguir prosperar, atrair pessoas para ajudar o nosso município a crescer. Penso que devemos renovar ideias e pessoas, já está mais do que na hora de acreditarmos em Palmitos e construir nossos sonhos aqui. Eu quero estar aqui para ajudar a construir a história de Palmitos”
- Diego Noetzold, 29 anos – empresário


Fonte: Aline Reinheimer e Marília M. Alberto

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