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Um legado para eternizar memórias e acolher histórias

Na reportagem especial dessa edição, contamos a história da aconchegante praça Pedro Antônio Bigaton, do município de Caibi, pelas lembranças de duas personalidades políticas e sociais, que deixaram seus legados contribuindo com a construção do espaço

Especial - 18/12/2019 11:14 (atualizado em 30/12/2019 22:58)
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Quem hoje passa pela imponente e harmoniosa praça Pedro Antônio Bigaton, situada no coração da cidade de Caibi, no Extremo Oeste Catarinense, desconhece as tantas mãos que contribuíram para que hoje, ela se tornasse, sem dúvida alguma, o cartão postal do município e fosse palco de espetáculos que encantam multidões durante o natal.

O espaço, bem arborizado, com ladrilhos portugueses cruzando a quadra é abraçado em seu centro, por uma bela e histórica figueira, que já abrigou abaixo de sua sombra hospitaleira, muitas histórias de amor, amizade e momentos de lazer. Um legado, que com certeza, foi deixado para eternizar na vida da população caibiense e seus visitantes.



E foi justamente em busca dos idealizadores deste legado, que a redação do Jornal Expresso d’ Oeste chegou, até o ex prefeito Herneus De Nadal e seu vice, Domingos Turcato. Personalidades do meio político e social, que estiveram intrinsecamente ligados, ao início da construção da praça.

Em entrevista a reportagem, o ex prefeito, De Nadal recorda, que ali, nesse espaço, inicialmente foi, o antigo campo do Juventude. Um espaço que já nasceu acolhendo a comunidade caibiense. “Nos primeiros anos o local foi um campo de futebol de chão batido, ali foi o campo do Juventude, fruto de terras deixadas pela empresa que colonizou Caibi”, recorda De Nadal. “Não foi feito uma inauguração oficial, a praça foi começada com a companhia territorial que fez o plano de loteamento e incluiu a quadra inteira como praça e atribuíram no plano de loteamento o nome de Praça Ipiranga”, complementa Turcato. Mais tarde, em homenagem ao primeiro prefeito da cidade, Pedro Antônio Bigaton, personalidade que doou seu tempo e dedicação no embelezamento da praça, o local passou a levar o seu nome. “O Bigaton que era o subprefeito começou ajeitando a praça e um belo dia trouxeram uma figueira do interior do município plantando ela no meio da praça, ele dedicou muito do seu tempo cuidando daquele espaço e a sua inspiração era a praça da Figueira de Florianópolis e depois resolveram fazer o chafariz, que foi enquadrado no projeto da Amosc e feito o plano de ornamentação e os prefeitos que foram se sucedendo sempre foram melhorando as aparências até chegamos no que está hoje: uma bonita praça que é orgulho a todos os caibienses”, lembra Turcato.



Uma curiosidade do local, segundo De Nadal, é que o espaço, foi construído com pouco investimentos de recursos públicos. “Embora tenha sido uma praça que até hoje desperta a admiração ela foi fruto do trabalho de muitos e a equipe que trabalhava conosco, tanto das pessoas que trabalhavam internamente na prefeitura, como o serviço externo. Aquelas pedrinhas brancas e pretas foram retiradas na pedreira que era do município, e em dias de chuva que não dava para trabalhar no interior, nós íamos com pequenos caminhões que tínhamos de buscar aquelas pedrinhas e aí a arquiteta da Amosc, acompanhava as pessoas que iam fazendo os desenhos arquitetônicos”, relembra.


Lembranças para eternizar...

Quando questionados sobre a nostalgia que a praça proporciona hoje, ambos, ex prefeito e ex vice, ainda frequentarem o espaço, a resposta é unânime: ‘o carinho por ela, é imenso’, relatam. “A gente acompanha todos os dias os eventos na praça quando vem os netos alegria deles é ir na praça brincar, correr. Então a gente tem aquela paixão pela cidade e sempre que vem algumas pessoas, que vem de fora, levamos para conhecer a praça”, comenta seu Domingos.

Para Herneus, o simples ato de ir até o local, traz recordações imensuráveis em família, e da época em que contribuiu para a construção do espaço. “Na época a prefeitura tinha uma situação extremamente difícil financeira nós fizemos com muita economia, com muita austeridade esse trabalho. Então toda vez que eu vou lá, lembro dessa época e na minha mente homenageio a todas aquelas pessoas que trabalharam naquela praça com tanta dedicação e determinação”, frisa. Ele destaca ainda, que o local traz lembranças memoráveis sobre os momentos em família.  “Eu sempre gostei de ir na praça todos os anos quando eu estou lá eu vou nos eventos, principalmente o Natal, que une a todos nós. Minha mulher em particular tinha uma paixão muito grande pelo Natal e gostava de passear com a família por lá. Quando ela não estava mais bem de saúde no último ano antes de falecer, que ela não conseguiu andar, fez questão de ir na praça uma noite dessas para ver os eventos. Então tenho uma ligação muito forte com aquele local, que só me proporciona bons sentimentos”, enfatiza.




O LEGADO DE UM HOMEM PÚBLICO


Hoje, ao contemplar aquele espaço público, construído com muito zelo por tantas mãos, e frequentado por milhares de pessoas durante o ano, em especial no período de natal, percebe-se a importância que o legado de um homem público pode deixar para a sociedade. Uma simples decisão, nas mãos de um colegiado, de uma comissão, de um secretário, de um prefeito, pode transformar habitats e transformar os hábitos de uma sociedade. Para De Natal, esse é um dos orgulhos em ser um homem público. “O Legado que um homem público pode deixar para a sociedade é procurar atender os anseios necessidades da população não fazer, aquilo que ele quer fazer,  mas aquilo que a comunidade deseja e precisa e se manifesta que é necessário que se faça. Mas para ser um homem público, é preciso uma dois princípios: a humildade e seriedade”,conclui.



Fonte: Marília Maróstica Alberto/Redação jornal Expresso d'Oeste

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